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Biólogo desenvolve alimentação alternativa para abelhas sem ferrão


"Mistura artificial pode ser usada em períodos de diminuição acentuada do pasto floral no entorno das colmeias, em que os insetos não conseguem obter a alimentação na natureza."

Publicada em: 8 de fevereiro de 2017 - 08:23 horas Apicultura

Biólogo desenvolve alimentação alternativa para abelhas sem ferrão

Uruçu amarela - Crédito: Cristiano Menezes

Em muitas regiões, certas épocas do ano provocam diminuição acentuada do pasto floral, fonte de alimento para as abelhas. Nesses períodos, o criador deve prover alimentação semelhante à que elas obtêm na natureza.

O biólogo e meliponicultor Harold Brand, consultor da Associação Paranaense de Apicultores (APA), desenvolveu uma formulação que gera uma resposta muito positiva no aumento das populações e na vitalidade desses polinizadores.

A mistura leva aproximadamente 30 minutos no fogo para ficar pronta e compreende açúcar cristal, água, ácido cítrico e mel.

De acordo com Brand, o calor e o meio ácido “quebram” o açúcar – que é um dissacarídeo composto por glicose e frutose –, e o resultado final é uma mistura de 40% sacarose, 30% glicose e 30% frutose, composição química muito parecida com a maioria dos néctares colhidos pelas abelhas nas flores. Tais açúcares são usados na colmeia na formação das reservas (mel), combustível biológico da abelha (energia).

Testado e aprovado

O biólogo explica que a receita é adequada inclusive para o pequeno meliponicultor, uma vez que a mistura se conserva inalterada por meses, mesmo sem refrigeração, devido à alta viscosidade e concentração que impedem o desenvolvimento de microrganismos.

Ela vem sendo aplicada há anos em três meliponários localizados em matas

primárias, em matas degradas e mesmo em centro urbano, povoados por mais de vinte espécies endêmicas e algumas exóticas de abelhas. São mais de duzentas famílias que consomem nesse período de escassez mais de 120 litros do xarope por mês.

O preparado é servido em alimentadores coletivos para abelhas de maior porte (uruçu, mandaçaia, boca de renda), alimentadores especiais para abelhas pequenas (mirim) e, para algumas espécies, diretamente no interior das suas caixas.

Aminoácidos

Os açucares da fórmula são excelentes na formação das reservas e na liberação de energia, entretanto, para a manutenção da sanidade das abelhas e a produção de ovos, são necessários aminoácidos, vitaminas e sais minerais. Na natureza, as abelhas encontram esses elementos no pólen, liberados por meio da participação de fungos e bactérias.

Para suprir essa necessidade, o professor recomenda que complementos polivitamínicos com aminoácidos sejam acrescidos à formulação artificial. Eles são fáceis de obter em farmácias e clínicas veterinárias, e 20 gotas são suficientes.

Todas as informações e recomendações, cuidados especiais com a temperatura e a viscosidade da fórmula e a receita completa estão no artigo do Prof. Harold Brand, disponível aqui.

Fonte: Abelha.org


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