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Milhões de abelhas morrem nos EUA após fumigação contra zika


"Apiários da Carolina do Sul questionam uso de inseticida. De acordo com canal, 2,5 milhões dos insetos foram atingidos pela fumigação aérea. E pensar que estavam prontos para adotar a mesma medida aqui no Brasil."

Publicada em: 5 de setembro de 2016 - 08:53 horas Apicultura

Estas imagens são de esforços a limpeza de hoje. Nosso negócio de família foi destruído pela pulverização aérea que ocorreu há quatro dias!!! Ajude-nos a partilhar a história, não deixe que as nossas meninas mel morreram em vão. Editado: Muitos têm perguntado, por isso, configurando uma conta no GoFundMe para fins de educação e de informação https://www.gofundme.com/...


Milhões de abelhas morrem nos EUA após fumigação contra zika

Um apiário atingido perdeu 46 colmeias, com 2,5 milhões de abelhas - Facebook / Flowertown Bee Farm and Supply

Na manhã do último domingo, abelhas produtoras de mel no condado de Dorchester, no estado americano da Carolina do Sul, começaram a morrer em massa. Em um único apiário, o Flowertown Bee Farm and Supply, 46 colmeias foram devastadas, com número estimado de 2,5 milhões desses insetos mortos. A causa da mortandade está sendo investigada por pesquisadores da Universidade Clemson, mas para os criadores, o motivo é claro: o uso pelo governo de inseticidas para o combate a mosquitos que transmitem o vírus zika.

— No sábado, a energia era total, com milhões de abelhas explorando, polinizando, fazendo mel para o inverno — disse Juanita Stanley, sócia do Flowertown, em entrevista à CNN. — Hoje, isso fede a morte. Larvas e outros insetos estão se alimentando do mel e dos filhotes de abelhas que ainda estão nas colmeias. É devastador.

Na Carolina do Sul, o uso do inseticida Naled para o controle de pragas é normal. O veneno é utilizado no país desde 1959, e tem a característica de matar mosquitos com o simples contato e, por se dissipar rapidamente, não provocar danos em humanos. Normalmente, o produto químico é dispersado por caminhonetes, mas no último domingo, pela primeira vez, o condado de Dorchester fez a dispersão do veneno com um avião. A chuva de insetos mortos aconteceu entre 6h30 e 8h30, coincidindo com a morte das abelhas.

— Aquelas que não morreram imediatamente, foram envenenadas e morreram sem seguida — disse Juanita. — Agora, eu vou ter que destruir minhas colmeias, o mel, todo o meu equipamento. Está tudo contaminado.

Segundo Juanita, o capitão do corpo de bombeiros do condado Andrew Macke, que cria abelhas como hobby, também perdeu milhares de abelhas. Ela diz que nenhum dos dois protegeu as colmeias, porque não sabiam sobre a dispersão aérea do inseticida.

A administração do condado afirma ter avisado a população, com anúncios publicados em jornal na sexta-feira e uma mensagem no Facebook no sábado. Em comunicado, o governo local lamentou a morte de abelhas.

“Não estou satisfeito por tantas abelhas terem morrido”, afirmou Jason War, administrador do condado.

Fonte: O Globo


Apicultores da Carolina do Sul, no sudeste dos Estados Unidos, removeram esta semana milhões de abelhas mortas depois que as autoridades pulverizaram o polêmico inseticida naled para combater os mosquitos vetores do zika.

Juanita Stanley, uma apicultora de Summerville, ao noroeste de Charleston, encontrou uma cena apocalíptica após a fumigação de domingo passado: milhões de abelhas estavam caídas em torno das suas colmeias, e seu zumbido incessante tinha desaparecido.

"Nosso negócio familiar ficou destruído pela fumigação aérea. Ajudem-nos a compartilhar esta história, não permitam que as abelhas produtoras de mel morram em vão", escreveu Stanley na página de Facebook do apiário de que é coproprietária, Flowertown Bee Farm and Supplies.

Este comentário estava acompanhado de mais de vinte fotos que mostravam as abelhas mortas e a equipe do apiário queimando as caixas que armazenavam as colmeias.

Segundo o canal local WCSC, o apiário perdeu 46 colmeias e 2,5 milhões de abelhas.

Jason Ward, o administrador do condado de Dorchester - ao que pertence a maior parte de Summerville -, reconheceu a responsabilidade da fumigação aérea neste massacre.

O inseticida utilizado pelas autoridades americanas, chamado naled, é polêmico devido aos seus efeitos na saúde humana e no meio ambiente.

A União Europeia proibiu seu uso em 2012, mas os Estados Unidos o utilizam desde 1959.

"O condado de Dorchester está a par de que alguns apicultores da zona que foi fumigada no domingo perderam suas colmeias", afirmou Ward em um comunicado na terça-feira, prometendo que iria contatar os afetados.

O administrador disse, ainda, que não estão previstas mais fumigações aéreas por enquanto.

Também detalhou que o condado realizou uma fumigação aérea na manhã de domingo, depois de que foram registrados quatro casos de zika em Summerville, dois dias antes.

Este vírus, que pode causar malformações congênitas em fetos em desenvolvimento de mulheres grávidas infectadas, como a microcefalia, começou recentemente a aparecer no sul dos Estados Unidos. Até o momento, a Flórida é o único estado a registrar casos autóctones.

Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), os Estados Unidos continental já registra mais de 2.600 casos de zika em pessoas que contraíram o vírus durante viagens ao exterior.

Mas se espera que à medida que avança o verão e que os estados do sul são atingidos por fortes chuvas, o mosquito , vetor do vírus, continue prosperando.

Fumigações com naled

As fumigações aéreas com naled não ocorrem sem polêmica. Porto Rico, que sofre uma epidemia de zika, com quase 14.000 infectados localmente, rejeitou a medida.

Este pesticida é considerado por cientistas e ativistas um neurotóxico severo que afeta o aparelho respiratório e o meio ambiente.

Seu uso foi proibido na União Europeia porque a substância representa "um risco potencial inaceitável" para a saúde humana e o meio ambiente.

A Agência de Proteção do Meio Ambiente (EPA), porém, afirma que este pesticida é seguro se for pulverizado comedidamente.

Mas seus críticos dizem que o naled não só mata os mosquitos, como também é tóxico para as abelhas, as borboletas, os peixes e outros organismos aquáticos.

"Naled é um inseticida generalista", disse à AFP a ecóloga Elvia Meléndez Ackerman, professora de ciências ambientais na Universidade de Porto Rico, no distrito de Río Piedras. "Matará muitas espécies de insetos e terá efeitos negativos em outras espécies".

A cientista deu como exemplo a diminuição da população de um molusco comestível nos 'keys' da Flórida, onde foram realizadas várias pulverizações com naled.

Fonte: Revista ExameG1


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