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Primeiro ensaio clínico de um soro contra o veneno de abelhas


"A partir do convite feito pela Faculdade de Medicina da UNESP, e por sua Unidade de Pesquisa Clínica (UPECLIN), o Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital Nossa Senhora da Conceição e a Unisul – que é integrante da Rede Nacional de Pesquisa Clínica do Ministério da Saúde – aceitaram e integram a equipe que irá fazer parte do Estudo APIS. "

Publicada em: 15 de agosto de 2016 - 11:18 horas Apicultura

Primeiro ensaio clínico de um soro contra o veneno de abelhas

Ampolas do soro - Divulgação/Unesp

O ensaio clínico avaliará a capacidade neutralizante e confirmar a menor dose eficaz do soro antiapílico para o tratamento de múltiplas picadas de abelhas africanizadas Apis melífera. O objetivo principal é verificar a segurança do produto, ou seja, analisar se ele não causa eventos adversos graves que possam ser mais importantes que seu benefício.

O soro, que foi desenvolvido para o estudo foi aprovado pela ANVISA e pelo Comitê de Ética em Pesquisa, está no Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital. O início do estudo está previsto para meados de agosto. Pacientes com mais de 5 picadas de abelha que derem entrada na emergência do HNSC serão convidados a participar do estudo. Tubarão é um dos três locais onde o estudo será realizado. Os outros dois locais são Botucatu em São Paulo e Uberaba em Minas Gerais.

Como um soro contra o veneno de abelhas nunca foi testado em seres humanos, é fundamental que isso seja feito. O objetivo secundário é verificar a eficácia, ou seja, se ele protege e evita mortes em pacientes com múltiplas picadas de abelhas. Existe uma série de condições para que o paciente seja candidato a receber o produto, entre eles que seja vítima de mais de 5 picadas de abelhas e maior de 18 anos.

Em Tubarão o local do estudo será o Hospital Nossa Senhora da Conceição onde o soro estará armazenado e o protocolo de pesquisa será desenvolvido. No momento, a investigadora principal professora Dra. Fabiana Schuelter Trevisol e os subinvestigadores Dr. José Nixon Batista, chefe da emergência, e professor Daisson José Trevisol, Coordenador do Centro de Pesquisa as Clínicas do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão (SC), estão treinando as equipes e articulando com a Direção do Hospital como o estudo será conduzido. Ele está previsto para durar até 2018.

O soro não pode sair do hospital, mas qualquer caso de múltiplas picadas de abelha que aconteça na região, pode ser transferido para a emergência para atendimento, caso o paciente ou seus familiares autorizem a participação no estudo. Além disso, o soro não tem efeito antialérgico, somente como inativador do veneno da abelha e por isso serão incluídos pacientes com mais de cinco picadas, por apresentarem riscos à saúde relativos aos efeitos do veneno no organismo.

Os acidentes causados por abelhas afetam mais de 10 mil pessoas todo ano no Brasil, causando oficialmente 40 óbitos, mas estimativas apontam que esse número pode ser quatro vezes maior. As mortes podem ser decorrentes de dois mecanismos:  envenenamento pela peçonha da abelha e anafilaxia. O soro desenvolvido visa evitar as mortes e complicações decorrentes do primeiro mecanismo – o envenenamento. 

Fonte: Planeta Universitário


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